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Peru em Família: Bate-volta para o Oásis de Huacachina, em Ica, o Geoglifo do Candelabro e as Islas Ballestas, em Paracas

Quando se vai ao Peru, a maioria das pessoas só tem Machu Picchu em mente, e às vezes vão direto para Cusco, deixando Lima, a capital peruana, e seus arredores de fora do roteiro. Os arredores de Lima tem diversos atrativos e um deles, sem dúvida, é a possibilidade de conhecer um Oásis no meio do deserto. Estamos falando do Oásis de Huacachina, em Ica. 

Situada a cerca de 300 km da capital Lima e à beira do deserto do Atacama, em um dos climas mais secos do mundo, está a vila de Huacachina. A vila, pertencente à cidade de Ica, surgiu nos anos 40, em torno do Oásis, quando as famílias abastadas peruanas construíram suas casas de férias ao redor da sua lagoa tranquila e suas diversas palmeiras, devido às suas supostas propriedades curativas.

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Na década de 90, os empresários locais aproveitaram seu potencial turístico e o Oásis se tornou um dos destinos mais populares entre os mochileiros que visitam o Peru. Hoje em dia, ao redor da lagoa, há uma série de hotéis, restaurantes, lojas e agências de viagens.

Oásis de Huacachina.
Oásis de Huacachina.

Mas como chegar lá?

Você pode ir para Paracas e Huacachina de carro alugado (reserve seu carro aqui), ônibus ou contratar um tour com uma agência de viagens.

Se for de ônibus, você pega um ônibus até Ica, que custa entre 20 e 40 soles, dependendo da companhia, e depois você negocia um táxi para chegar a Huacachina.

Se for de tour, que custa entre 89 a 165 soles por adulto, você já sai com um pacote completo de passeios para o dia inteiro, e foi como nós fizemos. 

Nós fechamos o Tour Completo por 165 soles por pessoa com a agência Viajes Pica Flor (contato no final do post), que incluía além do Oásis, também as Islas Ballestas e um passeio em uma vinícola de Pisco. Esse valor também incluía o ticket para o barco e para os tubulares. Explicamos mais adiante como foi o dia. Mas adianto logo a vocês, valeu a pena demais.

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Como foi o dia?

Primeiro, acordamos bem cedo, pois o ônibus do passeio saia às 5:30 da manhã, em frente ao Shopping Larcomar.

Saída às 05:30 da manhã em frente ao Shopping Larcomar
Saída às 05:30 da manhã em frente ao Shopping Larcomar

Detalhe Importante: O passeio dá direito à biscoitos e sucos como café da manhã. E não há nada mais, apenas um pacote de bolacha salgada (estilo cream cracker) e uma caixinha de suco para cada um dos passageiros. Os sanduíches comprados no dia anterior nos salvaram. Fica a dica.

Às 5:30 em ponto, o ônibus partiu em direção ao primeiro destino: Paracas. Na pequena cidade litorânea da província de Pisco (eita, já ouvimos muito esse nome), encontra-se uma cadeia de ilhas preservadas, onde iríamos visitar as Islas Ballestas e o famoso Geoglifo do Candelabro.

Paramos no caminho em uma conveniência para o pessoal comprar algo e ir ao banheiro, e às 10 da manhã chegamos à Marina de Paracas para pegar o barco e iniciar o passeio.

Marina Turística de Paracas
Marina Turística de Paracas

Pegamos o barco, e o primeiro ponto de parada foi o enorme Geoglifo do Candelabro. Estima-se que ele exista há 2500 anos, embora muitos acreditem que é muito mais antigo. O desenho foi gravado no chão com uma profundidade entre 1 e 3,2 metros. O Candelabro mede 200 metros de altura, sendo grande o suficiente para ser visto a até vinte quilômetros de distância.

Não se sabe ao certo como esse desenho foi parar ali e nem qual seu objetivo. Por esse e outros motivos, o enorme geoglifo continua a atrair pessoas de todo o mundo que se maravilham com seu tamanho e se perguntam sobre sua origem e criação.

Geoglifo do Candelabro
Geoglifo do Candelabro

As Islas Ballestas desempenharam um papel importante na história peruana, por causa do guano, um material resultante do acúmulo de excrementos e cadáveres de aves marinhas, que foi muito utilizado como fertilizante. Era um fertilizante tão poderoso, que começou a ser exportado para a Europa a partir de 1840, e até 1870 era responsável por um grande percentual do PIB peruano.

Mas não estávamos ali por causa do guano, queríamos ver era sua enorme fauna, pois as ilhas, além de belíssimas, são o lar de uma vida selvagem incrível, como leões e lobos marinhos, pinguins e muitas espécies de aves.

Islas Ballestas
Islas Ballestas

 

 

Voltamos ao píer, e como já estávamos perto da hora do almoço, nossa próxima parada foi a Vinícola de Pisco Nietto, onde iríamos almoçar (por nossa conta) e depois participar de uma degustação gratuita das variedades de pisco que o local fabricava.

Vinícola de Pisco Nietto
Vinícola de Pisco Nietto

A degustação é um show a parte, bem animada, e com bastante interação junto aos turistas. Os animadores brincam, brindam e convidam alguns para uma brincadeira. Foi bem divertido.

 

 

Já passava das 3 da tarde quando, de barriga cheia e alegres por conta do pisco, seguimos em direção a cidade de Ica, para chegarmos ao ponto alto do passeio, o Oásis de Huacachina.

Huacachina é composta de duas palavras Quechua: Wakay que significa “chorar” e China que significa “moça”. Assim, Huacachina significa moça que chora, batizada em homenagem à lenda de sua criação.

Existem várias versões para a lenda, mas a mais famosa é sobre uma linda jovem princesa Inca que estava apaixonada por um belo príncipe, mas, infelizmente, ele morre de repente. A princesa então foi para o deserto, chorou tanto que suas lágrimas criaram a lagoa, e consequentemente o Oásis de Huacachina surgiu.

Voltando ao passeio, ao chegarmos em Huacachina fizemos o passeio pelas dunas do deserto nos tubulares (um estilo de buggy para nenhum filme de Mad Max botar defeito). O motorista para em alguns lugares estratégicos para quem tiver coragem, fazer o sandboard, descendo as dunas com uma prancha. Obviamente que fizemos.

Tubular nas Dunas do Deserto
Tubular nas Dunas do Deserto

Depois de mais umas manobras radicais que os tubulares fazem nas dunas, já no fim da tarde, ele volta e nos deixa em um ponto um pouco mais alto, para que possamos tirar a famosa foto do Oásis.

Oásis de Huacachina
Oásis de Huacachina

A melhor hora do dia para desfrutar do oásis é ao nascer ou ao pôr do sol. É uma experiência única você ver o sol se por nas dunas, no deserto, ao mesmo tempo que você vê o oásis escurecendo. É extraordinário.

Pôr do sol no deserto de Huacachina
Pôr do sol no deserto de Huacachina

Descemos as dunas, passeamos um pouco mais pela vila e perto das 7 da noite, retornamos ao ônibus para voltar à Lima. Chegamos ao shopping Larcomar às 11 da noite, cansados, mas extremamente satisfeitos.

 

Essa viagem foi feita com a passagem trocada 100% com milhas. Saiba como acumular mais milhas no nosso post “Como acumular mais milhas e viajar de graça?”, clicando aqui.

 

Como contratar o tour completo

Entre em contato com a Viajes Pica Flor pelo whatsapp que consta no site deles https://www.viajespicaflorperu.net/. Feche a quantidade de passageiros e a data, eles irão enviar um link para o pagamento de 50% do passeio, e pronto. Você pagará os outros 50% apenas no dia.

 

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